19 abril 2010

Um-hum Honey B...

Quem olha a Beyoncé e todo o trabalho dela de fora, pode a considerar somente mais uma cantora POP. E quem pensa desse jeito, está ligeiramente enganado, porque ela vai muito além disso... Como poucas, conseguiu grandes números que mostram a sua grande qualidade vocal, sua inteligência e visão de mercado, não é a toa que ela hoje em dia aparece a frente de nomes como o de Madonna, quando o quesito é união de voz, beleza e boa performance ao vivo.

Confesso que não sou dono de toda a sua discografia, mas, como a maioria das pessoas que admiram o trabalho dela, passei a esperar cada novidade que surge no mercado fonográfico com o nome da Beyoncé. Ela é uma cantora segura, dona de uma das vozes mais estudadas e fortes do mundo da música e detentora da mais expressiva e sólida carreira das grandes artistas da sua geração. Por ser dona de tudo o que faz, ela consegue administrar as funções de cantora, dançarina, compositora, arranjadora vocal, produtora e atriz.

E essa versatilidade vem de muito tempo, justamente por ela ser cantora desde criança. E o seu talento sempre foi destaque mesmo durante todas as formações da banda que a trouxe a tona para o mundo POP... Muitos críticos musicais resumiam a voz e a própria Beyoncé como líderes do extinto Destiny’s Child, deixando claro que ela por si só consegue trazer grande parte das atenções para ela.

Durante sua carreira solo, Beyoncé lançou 3 álbuns de estúdio. Vamos concordar que os discos não são completamente perfeitos e que apesar de serem uma fábrica de excelentes hits, são um pouco irregulares. Mas, os números comprovam que ela sabe fazer bons negócios. O disco de estréia, Dangerously in Love, foi lançado em 2003 pela Columbia Records e vendeu mais de 11 milhões de cópias em todo o mundo. O segundo lançamento, B'Day, foi lançado em 2006 pela pela mesma gravadora e mundialmente vendeu mais de 6 milhões de cópias. E o seu mais atual trabalho, I Am... Sasha Fierce, foi lançado simultaneamente com a edição I Am... Sasha Fierce - Deluxe Edition em 2008. Este disco vendeu sozinho mais de 6 milhões de cópias no planeta.

Na verdade eu estou aqui pra falar da sua performance no palco, afinal, depois que o jornal Newsday escreveu: "Ela provou que é possível cantar e dançar sem playback.", eu vim parar para analisar todo o seu contexto cênico. Os palcos dos seus shows sempre são hi-tech, a banda Suga Mama toda formada por mulheres é espetacular (sem falar nas backing-vocals), o trabalho dos dançarinos e dançarinas é impecável, mas, a Beyoncé é a dona de tudo.

E ela prova isso do início ao fim do show... Nunca a assisti ao vivo, a oportunidade passou na minha porta, mas não deu. Só que eu sei que ela é espetacular e tudo está documentado nos seus DVD’s, em especial no lançado no ano de 2007 e que se chama The Beyoncé Experiece. Algumas partes da apresentação ao vivo são um pouco massantes e desnecessárias, as enrolações para compensar as trocas de figurino torram o juízo e a paciência, mas, como um todo, o espetáculo torna-se interessante. Ela canta, dança, interpreta, e domina todo o show sem perder a afinação por um minuto e sem deixar de cantar nenhuma canção... Beyoncé e grande, é POP, é espetacular e sempre confirma o que a matéria do Newsday falou: é possível fazer tudo num palco e cantar ao mesmo tempo, basta ser capaz de fazer isso.

Até a próxima!

15 abril 2010

Memórias, Crônicas e Declarações de Amor

Tenho ouvido Marisa Monte ultimamente. Na verdade, sempre a ouço, mas nos últimos tempos com maior frequência e intensidade. Tenho todos os CD's, DVD's e alguns materiais fora da discografia. É certamente uma das minhas cantoras preferidas junto a Zélia Duncan, Adriana Calcanhotto, Maria Bethânia, Gal Costa, Rita Lee, entre muitas outras.

Marisa é dona de uma das carreiras mais sólidas do Brasil. Possui uma discografia curta, mas muito regular. Sempre com ótimas escolhas, sabe administrar muito bem o seu trabalho. Minha única ressalva são os longos intervalos entre os discos, mas isso é uma reclamação de fã que sempre fica ávido por novidades de seus artistas prediletos.

Memórias, Crônicas e Declarações de Amor de 2000 não é o meu disco preferido dela, mas é o que resolvi analisar nesta postagem. O disco foi sucesso de vendas e nele constam vários hits da carreira de Marisa. É um disco predominantemente pop, que gira basicamente em torno do que se propõe no título. São crônicas, declarações de amor e retratos da memória afetia da cantora. E claro que na concepção de um disco, essas definições acabam se misturando. Daí, aparecem, por exemplo, as crônicas afetivas com caráter de declaração de amor, como é o caso de "Não Vá Embora".

A memória afetiva de Marisa se revela nas regravações de "Para Ver As Meninas" de Paulinho da Viola, "Gotas de Luar" de Nelson Cavaquinho e "O Que Me Importa", hit de Tim Maia. E por que não pela inserção de um trecho do Primo Basílio de Eça de Queirós em "Amor I Love You?" Essa canção é uma singela declaração de amor, assim como a até então inédita de Caetano Veloso, "Sou Seu Sabiá", que encerra o disco. As crônicas aparecem como um relato do cotidiano em faixas como "Gentileza" e "Não é Fácil". Outros belos momentos do disco são "Tema de Amor" e "Perdão Você".

08 abril 2010

A Nova Sandy? Será?!

Em setembro de 2007 a dupla Sandy & Junior anunciou o fim, depois de 17 anos de carreira, com o lançamento de um CD e um DVD dentro da série 'Acústico MTV'. Junior, sempre 'descoladinho', arrumou outros projetos musicais e seguiu em frente. Sandy, ao contrário, deu um tempo da música, sumiu por um período e agora, depois de 3 anos, retorna ao mercado fonográfico com um novo CD denominado 'Manuscrito'. Este projeto solo e totalmente autoral tem lançamento previsto para o dia 07 de maio.

Há pouco mais de uma semana, o áudio da canção 'Pés Descalços' vazou na rede e todos conheceram um pouco da tão aguardada 'Nova Sandy', cantando finalmente, longe da aba familiar... Mas o que foi observado é que ela não se livrou totalmente da música em família. A dupla de produtores do CD 'Manuscrito' é o marido, Lucas Lima e o irmão, Junior Lima.

A música 'Pés Descalços' é bonita, delicada como a moça, mas é muito parecida com o que estávamos acostumados a ouvir. Por diversas vezes eu ficava esperando a voz do Junior entrar no meio do refrão. Essa canção é também muito semelhante à outras do disco anterior da dupla, de 2006, como: 'Tudo Pra Você', 'Ida Nem Volta', 'Nós Dois no Abismo' e o hit 'Abri os Olhos', do 'Acústico MTV'.

Não tenho a menor dúvida que esse CD será um sucesso de mercado e que alguma música encabeçará uma trilha sonora de novela da Globo. Mas onde está a ousadia, a mudança, a tão esperada 'Nova Sandy'? Parece que está escondida, com medo de arriscar e se mostrar pro mundo. Musicalmente, ela ainda prefere beber de fontes mais superficiais. Nem a voz, sempre jovial, nem a música evoluiu nesse iterim.

Posso até estar errado e 'Pés Descalços' ser uma pista falsa desse CD tao aguardado, mas ao que parece, teremos um CD de Sandy & Junior cantado só por Sandy.

P.S: O CD 'Manuscrito' vai ter edição dupla com o DVD chamado 'Tempo', que documenta toda a produção do álbum.

Pra ouvir a canção 'Pés Descalços', e ver alguns vídeos do DVD 'Tempo', visite o Site Oficial da cantora.

06 abril 2010

Renato Russo: Os 50 anos de um artista urbano e legendário


Para comemorar os 50 anos de Renato Russo, caso ele estivesse vivo, a gravadora EMI colocou no mercado uma compilação de duetos virtuais ou não do cantor com outros nomes da música. Caetano Veloso, Dorival Caymmi, Cida Moreyra, Leila Pinheiro estão lá. O trabalho mentalizado pelo jornalista Marcelo Froés é um presente para os fãs do legendário artista firmado nos anos 80. As 4 cantoras mais expostas nos anos 90 figuram no cd: Marisa Monte, Adriana Calcanhotto, Cássia Eller e Zélia Duncan.

Marisa Monte, que registra tudo que faz ainda que em casa, cedeu uma gravação até então guardada. É a música "Celeste", que daria origem a "Soul Parfisal" do disco Tempestade. Adriana Calcanhotto aparece com o seu standard "Esquadros", num encontro que aconteceu num programa de TV. Cássia Eller e Zélia Duncan aparecem mediante encontros virtuais. Cássia Eller canta "Vento No Litoral", que fora gravada para um suspenso tributo a Renato Russo organizado pela MTV em 1999. E por fim, Zélia, que aparece com o seu maior hit "Catedral", num mix da versão da cantora com a versão em inglês de Renato.

Algumas faixas já haviam figurado no cd "Presente" de 2003. E é aí que está a principal falha do projeto. Poderia ter investido num material quase que todo "novo". "A Cruz E A Espada", "A Carta", "Mais Uma Vez", assim como "Cathedral Song" estão tudo ali de novo. Mas mesmo assim, é um grande trabalho, que ajuda aliviar um pouco a falta que Renato faz no cenário atual do Pop Rock Nacional.

01 abril 2010

Lady FASHION GaGa!


Todos podem considerar o nome da Lady GaGa repetido e lembrado demais em todos os meios de comunicação. Mas, vamos concordar que ele não deixa de ter um ar de ótimas novidades não é?! E na minha estréia no “3 Na Música”, resolvi falar da importância do visual da cantora dentro do universo musical dela, afinal, eu sempre me pergunto: “ será que a Lady GaGa faria todo esse sucesso se não fosse dona de toda essa imagem exagerada?!”.

E as “maluquices” expressas através do visual da cantora deram origem a uma espécie de religião baseada nas suas músicas de sucesso instantâneo e nas roupas extravagantes: o GaGaísmo. Mas Lady GaGa não pensa nisso tudo sozinha, afinal, o seu stylist e parceiro Nicola Formichetti é seu grande profeta e comprador de idéias. Quando ela aparece, é um mix de lingeries à mostra, meias rendadas, acessórios sem sentido algum e algumas fantasias que copiadas por fãs do mundo inteiro. Todas essas idéias, consideradas loucas por alguns, saíram sim da mente fértil dessa dupla fashionista. Só que o único e grande objetivo por trás desse fuzuê todo é um só: chamar a atenção, é claro!
Só que além desse grande companheiro nas bizarrices fashion, a esperta e inteligentíssima mulher, fez coligação com vários estilistas famosos (como o saudoso Alexander McQueen no clip de "Bad Romance"), que rendem a ela um visual exclusivo, inteligente, intrigante e acima de tudo, POP. Em meio a isso tudo, não tem como não fazer uma ligação dessa imagem com a música que ela faz não é?! Para mim, musicalmente a GaGa (ainda) não é tão espetacular como dizem, mas, quando paro pra ver além de ouvir, consigo enxergar toda a sua grandiosidade musical, cênica e a sua preocupação em fazer algo inovador... E essa associação da música com o que ela usa, com certeza torna tudo extremamente interessante e curioso.

Em seu último videoclip (“Telephone”) lançando mundialmente e que conta (até agora) com 24 milhões 256 mil 403 exibições, a multi-artista mostra a grande quantidade de parcerias que faz, para produzir vários looks que são apenas reprodução da sua vontade e necessidade de ir além das atuais grandes cantoras do cenário pop internacional.

O clip acima, que conta ainda com a presença da espetacular Beyoncé, as duas divas pop usam figurinos e acessórios de Jean-Charles de Castelbajac, Mercura, há também um figurino exclusivo de Viktor & Rolf, peças de Brian Lichtenberg, Search and Destroy (um brechó de St. Mark’s Place em Nova York), Thierry Mugler Vintage, Atsuko Kudo, óculos de Jeremy Scott para Linda Farrow, Fred Butler, Emilie Pirlot, Rachel Barrett e arranjo de cabelo by Danilo. Vale lembrar também que alguns calçados ficaram a cargo do queridíssimo das estrelas internacionais, Christian Louboutin e Beyoncé usa Oscar Lima nos trechos do vídeo em que aparece performática brincando com um telefone vermelho. Os dançarinos vestem jeans customizados especialmente para o videoclipe por Franc Fernandez e Oscar Lima e por fim, as peças de couro ficaram a cargo de Noki, Bess e Haus of Gaga (grupo que cuida dos shows e dos figurinos utilizados pela cantora em tournées, shows e aparições públicas).

Resumindo, não há como não prestar atenção na espetacular Lady GaGa... Ela consegue ser um ícone musical e uma referência de moda sem perder a sua identidade e sem se vender. Também, não existe a possibilidade de não ficar curioso quando sai uma coisa dela na mídia não é?! Ela é um imã e a nossa atenção é um metal... A atração é inevitável!

Por hoje é só... Até a próxima Brazil!

A Volta de Daniela Mercury (Por Wagner Lima)

A um final de semana do encerramento do Estação Nordeste, o furacão Daniela Mercury retornou aos palcos da Paraíba, depois de anos de ausência, em grande estilo e fez o melhor show do festival, até agora, alinhavando com sua voz um grande painel da música percussiva contemporânea e brasileira. O show Canibália foi apresentado em pouco mais de duas horas para uma multidão que foi à Praia de Tambaú na noite do último sábado ver o que a baiana trazia na bagagem, além dos balangandãs em homenagem a Carmem Miranda.

A experiência e trajetória como bailarina não podia resultar em abertura mais singular em um show. Daniela vestida de branco fazendo solo com movimentos da dança afro ao som de uma forte percussão atrás de uma tela que ressaltava a negritude. Tudo isso para dar vazão em seguida ao medley Benção do Samba, que reuniu "Na Baixa do Sapateiro", "Samba da Minha Terra", "Samba da Benção", "Preta/Sorriso Negro", "Preta Pretinha" e encerrando com o pagode "Favela" do grupo Parangolé. O show seguiu com "O Que Será (à Flor da Terra)", de Chico Buarque, "O Que é Que a Baiana Tem" com a batida forte da percussão, mesclando com referências ao arrocha para na sequência incendiar o público com "O Mais Belo dos Belos", "Por Amor ao Ilê" e "Pérola Negra", belas homenagens ao Bloco Afro Ilê Aiyê e o aceno de que o show era também um manifesto afirmativo à cultura negra.

Canibália é um show que permite essa variedade de ritmos que Daniela propôs incluir no roteiro, mas antes de tudo é conceitualmente o espaço que ela encontrou para manter o caráter afirmativo de seu trabalho. "Nosso jeito de brasileiro é único. Somos um povo solar, por isso tenho orgulho de ser brasileira, nordestina e cantora de axé", disse ao anunciar o reggae "Sol do Sul", "Minas com Bahia" e a latino americana "A Vida é Um Carnaval", numa versão de Tais Nader. Em inúmeros momentos essa influência da dança no trabalho de Daniela vai surgindo. Ao falar do Kuduro, gênero rítmico de Angola, muito marcante pela dança, ela brincou com o público, que animado e rindo da sonoridade da palavra ensaiou alguns passos acompanhando o ritmado dos bailarinos do show Canibália.

Tudo isso era um aquecimento para o hit "Rapunzel", que levou o público ao delírio. Nesse clima, aqui e acolá o que se ouvia na platéia era "ela tem um fôlego impressionante. Nunca para de dançar e cantar", dizia uma senhora para a turma em que estava. Enquanto outros pediam hits para aquecer mais uma noite de verão em João Pessoa.

“Esse show é uma homenagem aos criadores e criaturas da arte. Um manifesto de afeto”. E sua homenagem tem uma relação direta com o show O Canto da Cidade, quando tornou-se conhecida do grande público. Vem dessa época o bloco de músicas que ela interpretou após apresentar a nova "Trio em Transe", homenagem às artes: "Tempo Perdido", da Legião Urbana; "Como os Nossos Pais", Belchior; "Eu Nasci Há Dez Mil Anos Atrás", Raul Seixas; "Se Você Pensa", Roberto e Erasmo Carlos.

O suingue retomou espaço no show com o reggeado romântico de "Nobre Vagabundo", que meio que fechou um ciclo do Canibália. Minutos depois, o cenário com folhas e o “êparrei” evocando Iansã, dava os primeiros sinais de que o batmacumba voltaria à cena com "Oyá Por Nós". “Salve Iansã. Salve Neguinho do Samba criador do Samba-Reggae. Muitos brasileiros ainda não compreendem a importância do Samba-Reggae, que democratizou a música da Bahia e fez o negro entrar pela porta da frente”, disse ao som dos primeiros acordes de "Suingue da Cor".

A batida afro já estava para lá de azeitada quando Daniela Mercury puxou uma série de hits afro que marcaram a história do Axé e deixou saudade no público: "Avisa Lá", "Faraó Divindade do Egito", "Rosa" e encerrando com "Maibê Dandá", "Andarilho Encantado" e a emblemática "O Canto da Cidade", que a projetou nacionalmente.

Foi em meio à lágrimas que Daniela Mercury voltou a dizer ao público da felicidade de voltar à Paraíba. A emoção se explica: há anos que ela não fazia turnê pelo Nordeste, região onde ela estourou primeiro nas emissoras de rádio antes de ganhar o Sudeste e conseguir projeção nacional.  “Estou muito feliz de voltar aqui, onde tudo começou. Foi no Nordeste que minha carreira começou. Obrigada. Vocês foram lindos”, agradeceu ao público pela energia que conseguiu em duas horas e meia de pura Canibália com o que há de melhor no ritmado que ecoa das periferias e do chão de terra batida do Brasil.     [wagnerlima.pb@dabr.com.br]


Depois de ler essa ótima resenha, de um amigo Paraibano, decidi não escrever sobre o show. Acho que esse texto sintetiza bem esse magnífico espetáculo.
Espero que esse show seja logo gravado em DVD, antes que ele se dilua e se transforme em qualquer outra coisa, menos Canibália.

Alô, Alô, Moçada!

Primeiramente peço perdão pelo ostracimos dos últimos tempos. O ano começou muito movimentado e foi difícil manter a atualização por aqui. Por isso mesmo, pensamos em algumas mudanças para a versão 2010 do Blog:

Nossa equipe ganhou um novo parceiro: Vinícius Muniz
Um jornalista antenado, amante da boa música e que também faz parte da equipe da TVE Bahia. 

Por esse motivo, o 'Música a Dois' agora se chama '3 na Música'

Nome novo, cara nova e gente nova! É com esse espírito, que damos continuidade ao nosso prazer de escrever sobre a soberana arte musical.

Fiquem à vontade, pois a casa é sempre de vocês!